Da crítica literaria ...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Saudações!

Voltando ao tópico literatura, hoje decidi falar um pouco sobre a critica literária. Vou usar como exemplo autores que me são caros e dos quais a academia faz pouco caso.
Não sei se você, nobre leitor, sabe da discriminação que autores como J.R.R.Tolkien e Jane Austen sofrem por parte do meio acadêmico, caso não saiba, aqui fica alguma explicação a respeito disso. Acontece que, segundo alguns estudiosos, a critica e a teoria literária deveriam se focar apenas no cânone (aquele livro que foi consagrado pela história como a obra de shakespeare, por exemplo) e que os livros mais populares, os famosos best sellers, não deveriam tomar tempo dos profissionais da área de Letras.
Estou de acordo com o fato de que nem todo best seller é cânone, mas alguns indiscutivelmente o são.
Tanto o universo de O Senhor dos Anéis quanto o saboroso quadro da vida no período vitoriano pintado por jane Austen são exemplos de ótima literatura. O corpus fornecido pela obra de Tolkien é amplamente reconhecido em muitos lugares do mundo, então, pq a crítica literária brasileira teima em não reconhecer estas magnificas obra como boa literatura?
Ora, a arrogância exige que se mantenha a aparência de intelectual e na falta de verdadeiro talento em análise literária para fazer isso, esses dinossauros da crítica usam de um método bem comum: menosprezo, tornando o outro pequeno mostro o quanto sou grandioso.
A própria figura de Jane Austen já é um grande tópico de estudo. Sua vida é um enigma, como muitas de suas cartas foram queimadas pela própria família e o mais próximo que temos de uma biografia foi feito com o que sobrou, a própria figura da autora se tornou um construto da criatividade dos leitores, fazendo que a imagem de Jane Austen fosse mesclada com suas obras, criando um personagem/mito da autora de Orgulho e Preconceito.
Agora pergunto a você, que tão pacientemente lê o que tenho a dizer, parece algo normal que tópicos tão interessantes de estudo sejam deixados sob as sombras apenas pq o povo reconheceu a grandeza literária dessas obras?

A nova geração de criticos literários tem um salto a dar para que esses tesouro não seja perdido.

That's All.

Do pouco tempo...

quarta-feira, 10 de março de 2010


Sinto não poder escrever com tanta frequência agora...
Noz já dorme a sono solto e logo também me recolho aos nossos aposentos, afinal, minha manhã começa muito cedo, logo que o Sol desponta no horizonte.

Hoje tivemos uma pequena discussão. Noz está se sentindo um pouco solitária agora que tenho tantos afazeres novamente. Ela queria que eu convidasse um fauno para morar junto conosco.

Imaginem só!

Quase não tenho espaço para meus livros no quarto. Enfim...

Expliquei para Noz o quão inviável era aquela ideia, perguntei se ela não gostaria de convidar outra fada ou quem sabe um leprechaun para lhe fazer companhia.
Ela se recusou a convidar um leprechaun, afirmando que eles só querem falar sobre si mesmos ( acho que minha amiguinha ainda não notou o quanto é egocêntrica...mas deixemos esses detalhes de lado). Quanto as fadas, disse que seria muito difícil, que fadas não são muito tímidas, mas as pessoas não lhes prestam muita atenção e elas respondem da mesma forma, ignorando as pessoas. Na Irlanda, por exemplo, onde são mais respeitadas, elas podem se reunir sem muitos problemas, mas aqui as coisas são um pouco diferentes...

Para correr o risco de chegar qualquer dia desses e encontrar um fauno no armário...
Coisa que certamente ela faria...
Apelei para o que as fadas tem de maior: o ego.
Perguntei se ela mentiu quando disse ser uma fada muito astuta, quando estudávamos inglês.
Rápida como raio ela colou as mão na cintura e começou a resmungar enraivecida.

Ficou combinado que ela vai falar com alguma fada que goste de ouvir histórias e tentar convencê-la a vir morar conosco.
Ah! Não lembro de ter contado pq Noz resolveu ficar por aqui...

os livros.

Ela adora um bom livro e a maioria dos humanos acreditaria que está louco se visse uma fada ou simplesmente a ignorariam como fazem muitos por aí.

"Os que querem ser muito inteligentes ficam dentro da própria cabeça e da cabeça de outros inteligentes e não se lembram de olhar para fora" Segundo Noz.

De certa forma está certo. Quantas vezes fazemos coisas que consideramos comuns e nem nos damos conta de que fizemos. Como ir a algum lugar em que já estivemos muitas vezes e quando estamos lá não nos lembramos de ter feito o percurso.

Segundo os formalistas russos, essa é a função da arte,nos tirar do automatico e fazer com que notemos o mundo que está aconcendo em tempo real.

Noz faz parte da minha vida por causa da literatura... talvez os russos estejam certos.

That's All.

Do novo estilo...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Saudações!

Não, o estilo não mudou tão profundamente, mas toda mudança deve ser anilisada seja ela superficial ou não...

Sempre achei que a melhor parte das festas é quando estamos em casa nos arrumando para elas. Como é divertido escolher cores, testar combinações e exercitar um pouco nosso lado artístico com essa tarefa tão agradável.
E para quem acha q este post é muito 'clube da luluzinha' saiba que está muito enganado. Nenhuma dama se dá ao trabalho de se arrumar esperando encontrar um homem de visual todo descuidado. Aos homens também cabe sua parcela de responsabilidade, afinal, nenhuma moça discorda que um homem elegante e perfumado é extremamente agradável. Claro que a mente também é algo a ser cuidado, mas este post não é sobre esse tópico.

Enfim...

Hoje estava falando com minha amiga Noz sobre o Dia Internacional da Mulher que vem aí e, em função disso, resolvemos nos embelezar para a data...
Limpeza de pele, unhas, e todos os embonecamentos possíveis...
Aproveitando o embalo, tivemos a ideia de deixar o blog com um layout mais moderno e elegante...
Espero que tenham gostado do novo layout tanto quanto Noz e eu.

Não que a beleza seja o mais importante, mas um pouco de vaidade não mata ninguém.
A aparência tem seu valor e disso não podemos discordar. Está certo que "quem ama o feio, lindo lhe parece", mas a primeira vista ninguém vê a aura das pessoas...
Ainda colocamos uma boa dose de análise do visual como parâmetro de julgamento de caráter, não há menor dúvida. Mas no que toca ao amor próprio, sempre nos sentimos melhores com um novo corte de cabelo, uma roupa nova ou ainda alguns quilinhos a menos...

Enjoy yourself!
Ame-se, emboneque-se, olhe-se no espelho dê uma piscadela e diga "Linda(o)!"
Além de ser divertido e nos fazer rir, quando gostamos de nós mesmos isso reflete no modo como interagimos com o mundo e as pessoas ao nosso redor notam que realmente estamos mais bonitos.
Mesmo a coisa mais simples pode levantar seu humo...

Desculpem-me.

Tive que interromper a escrita pq ao que parece minha colega de quarto teve um acidente com o estojo de maquiagem...
Ela se olhava no espelho, quando o estojo fechou e a deixou presa.

Bem, creio que você, nobre leitor, não corre este perigo...
Have Fun!

That's All.

Bom dia!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Hoje o dia está particularmente lindo!

Noz acordou de ótimo humor e disse que deveríamos escrever um pouco em homenagem a esta bela manhã.
Então cá estou a escrever segundo a ideia de minha amiga dos arbustos...
Quando abrimos nossos olhos o Sol sorria por entre as frestas das venezianas, convidando-nos a levantar e tomar nosso café da manhã.
Depois de um desjejum bem animado, abri a janela dos fundos para deixar Noz sair e correr no jardim.
Até eu tive vontade de sair e ficar um pouco lá fora sob a luz, vendo a grama brilhando com seu verde aveludado.
É impressionante como as fadas são boas com jardinagem, nunca tinha visto um gramado tão lindo desde que a Noz veio morar aqui.
O Sol ajuda muito é claro, mas sem a Noz provavelmente a grama teria ficado queimada com tanto calor.
Depois de correr até a exaustão minha amiguinha diminuta tentou montar em um passarinho...
Claro que o resultado não foi dos melhores, o pequeno joão-de-barro não estava muito disposto a servir de montaria para fadinhas serelepes e deu uma bicada no braço de Noz, que correu esbravejando e gemendo para dentro de casa...
Depois de feito um curativo ela já estava animada novamente, mas não o suficiente para voltar ao jardim, então nos sentamos aqui para escrever este post.
Agora a pouco minha irmã e minha mãe sentaram-se aqui na sala para conversar e a pequena tratou de se esconder...
Como sei que ela prefere ficar em lugares mais desertos e tranquilos vou para o meu quarto onde nos divertiremos com um pouco de inglês.

Bem,aproveite você também essa manhã maravilhosa!

Só não seja tolo de tentar montar em passarinhos atarefados...

That's All

Do fim....

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Saudações!

Estive rodeada de términos por todas as partes, então resolvi escrever sobre o fim...

Ora! não é curioso como este e o início se parecem???

Quando começa sentimos uma dor fora dos limites da compreensão e, depois de um tempo, ela vai diminuindo até que se torne algo comum...
então, sem dar aviso, ela desaparece e nos sentimos livres e felizes e notamos que estamos mais fortes.

Assim como quando amamos alguém, não se pode precisar quando tudo começou...

Aos que sentem a dor do fim, tenho a dizer que não há inverno que dure para sempre...

Se as coisas boas terminam, para nosso consolo, as ruins também.

É depois da hora mais escura da noite é que o Sol aparece.

Não deixem que o desespero de horas funestas turvem sua mente e escondam o fato de que não há nada que o tempo não apague. Dos amores mais vivos as tragédias mais aterradoras, tudo está fadado a desaparecer, se apagar até que não seja mais do que uma pálida lembrança.

Como diz uma música de que gosto:

Every new beginning comes from some other beginning's end ...




That's All.

Da rotina...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


Saudações!

Nobres leitores e leitoras! Que nostalgia nos aflige o fim das férias, não?

A ideia de que voltaremos a nossa rotina parece mais uma prisão, o fim da sensação de paz e de liberdade que esse período de descanso nos dá.

Não nego que deixar a tranquilidade do meu quarto me deixa incomodada, mas, mesmo com toda a loucura que nossas demandas provocam, não deixa de ser a melhor parte da nossa vida...

Li, faz algum tempo, em um desses e-mails prontos q circulam por aí, que por mais que queiramos chegar ao topo da montanha, a escalada é a melhor parte.

Sim, meus caros! É quando estamos com armas em punho, quando as flechas já estão nos arcos e as espadas desembainhadas que temos a mais pura felicidade.

Só precisamos nos dar ao trabalho de olhar o que se passa e notaremos q nossos campos de batalha também nos trazem alegria e conforto, diferentes dos salões de nossos castelos, sim, pq nosso lar é nossa fortaleza, nosso palácio belo e seguro, que curam os ferimentos do combate e restauram nossa forças, mas não são menos doces as dádivas da luta diária pelos sonhos do que as recompensas da hora de nosso descanso.

Então nada de chorar as pitangas, como se diz por aí, pq a moleza acabou!
Sem medo da rotina, do trabalho, da correria, de todas as loucuras dessa nossa vida moderna...

Senhoras, o casamento não é mais a única opção de uma dama respeitável ascender na vida econômica e profissional, não é uma coisa maravilhosa termos a liberdade de lutar por nós mesmas?
Honremos as que vieram antes de nós e dedicaram suas vidas para que hoje pudéssemos mostrar o quão brilhantes podemos ser.

Senhores, lembrem-se de suas responsabilidades e tentem acompanhar nossa coragem e força. Provem que está que vos escreve é só mais pessimista do que seria aconselhável e que os homens também podem se mostrar criaturas dignas de nota em um bom sentido.

Coragem!!!!

That's All.

De novas amizades...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010


Saudações!

Sentei para escrever um novo post quando uma amiga, que resolveu morar comigo na noite passada, comentando que "eu precisava da beleza dela pra animar meu quarto feio", insistiu para que esse post fosse sobre ela.

Pois bem, como me sinto muito generosa hoje e também sei que não é muito sábio negar um pequeno agrado a uma fada quando esta está tão disposta a fazer amizade resolvi aquiescer ao pedido de minha diminuta amiga.

Ontem tivemos um dia por demais chuvoso e qual não foi minha surpresa quando, ao ouvir pequenas batidas na janela, vi uma pequena criaturinha de pele esverdeada e cabelos de um loiro cor de palha, encharcada até os ossos, batendo furiosamente contra a vidraça e dizendo para deixá-la entrar.


Abri a janela e ela ficou parada a me observar, ora, as fadas não podem entrar sem um convite formal do dono da casa, então convidei minha úmida hospedezinha para entrar e se aquecer.
Deixei que se secasse na toalha de rosto e depois dei-lhe um pouco de leite morno. Disse que ela podia ficar até que a chuva parasse. Ela agradeceu e perguntou o que estava fazendo antes de eu ser agraciada com sua nobre presença( é fato conhecido que as fadas são um bocado arrogantes na presença de estranhos e minha companheira de quarto ainda nem sabia meu nome). Contei-lhe que estava estudando inglês, ela logo se interessou pela coisa, oferecendo-se para me ajudar e procurar palavras no dicionário quando necessário( ela já tinha me visto consultá-lo algumas vezes desde que chegara e achou que não era difícil folhear algumas página e depois voltar ao curso anterior do trabalho).
É claro que a pequena criaturinha não sabia ler, fato que interrompeu meus estudos e deu início a uma nova tarefa: ensinar a fadinha a ler.
Mírtrim é o nome dela, mas eu a chamo de Noz pq é a comida de que ela mais gosta. Tentei ensinar meu nome, mas ela não gostou muito dele, então me chama de Professora. Noz tem a altura do meu dedo anelar e não é mais grossa que dois dedos meus, e olhe que tenho dedos bem finos!
Embora Noz possa ser um pouco rabugenta e teimosa, ela é uma boa companhia.

Hoje pela manhã um Sol radiante iluminava o jardim, já me preparava para despedir-me de Noz, quando ela disse estar com dor de barriga, uma dor tão forte que a impedia de andar e enquanto falava acariciava o pé...

Tinha vontade de rir, mas as fadas se ofendem com facilidade, então preparei uma estratégia mais sutil, disse-lhe que, aproveitando o fato, gostaria de convidá-la para morar comigo, que havia gostado muito de sua companhia.

Ela logo saiu correndo e voltou arrastando "Os contos de Beedle, O Bardo" pela mesa.
"Vamos continuar nossa leitura, Professora?" Perguntou Noz.

Ela é bem travessa, mas acho que vamos nos dar muito bem.

Beijos meus e de Noz também.

That's All.